CULTO ONLINE – DOMINGO 18:00h // 13/04/2025

Aprofunde-se na Palavra – Transcrição do Nosso Culto

Texto base – Tiago 4:7

 


Que o Senhor nos abençoe com a sua palavra. Podem estar sentados.


Eu não sei se alguém aqui é dessa época, mas quando eu era mais novo, Sessão da Tarde era a única coisa que restava a uma pobre criança cuja aula terminava pela manhã. E a gente assistia Sessão da Tarde. Ele tinha uma postura muito didática, que era de reforçar os conteúdos dos filmes, porque passava o mesmo filme toda semana. Então você assistia, decorava e aquilo ficava na sua cabeça.

Se você é dessa época, você talvez lembre, como eu me lembro, de Coração de Dragão. Era lindo aquele filme. Não sei se vocês lembram. A história de Coração de Dragão era mais ou menos assim:

Um rei — na verdade, príncipe — é ferido num combate. E aí a rainha, a mãe dele, leva ele para uma caverna de um dragão mágico. Né, todo dragão deve ser mágico, né? E aí diz: “Ó, meu filho tá morrendo.”

Aí o dragão vê aquilo, se compadece, e a rainha diz: “Dragão, você sabe que nossa família mantém a unidade e a paz na vila inteira, e a gente precisa de um príncipe. E eu só tenho esse filho, e ele tá morrendo. Então eu preciso que você me ajude, que você salve a vida dele. Porque eu sei que se você der a ele metade do seu coração, ele ficará vivo.”

E aí o dragão olha pra ele, olha pra ela e fala: “Você promete que vai reinar com justiça, com lealdade, que vai cuidar da sociedade?” — “Prometo.”

O dragão olha pra ele e pensa: “Bom, isso vai me prejudicar, mas eu sei que a partir de agora as nossas vidas estarão ligadas. E eu vou me colocar na sua mão, e você vai se colocar na minha mão. A gente vai estar entrelaçado.”

E aí o dragão dá metade do coração para aquele príncipe.

Eu vou dar uns spoilers, porque esse filme é de 1996. Então, se você não assistiu, não é mais spoiler — é que você é leso mesmo. Porque esse filme é muito legal… Brincadeira! Não é tão legal assim, não. Mas minha memória infantil faz pensar que seja.

Certo é que o rei não reina com justiça. Ele se torna um demônio na terra. Ele começa a ser o pior dos tiranos. E, pra encurtar a conversa, um cavaleiro muito honrado vai atrás desse dragão para dizer: “A culpa é sua! A culpa é sua porque seu coração fez dele mal!”

E o dragão diz: “Não! É que há muito mal no coração dele.”

E o dilema maior do filme, no final, é uma coisa terrível. Porque aquela sociedade inteira está à beira de ser destruída pelo mal que havia naquela sociedade e que imperava no coração daquele rei, que se tornou imortal. Porque, enquanto o dragão vivesse, ele viveria.

E aí o guerreiro fala com o dragão: “Olha, você tem que dar um jeito de acabar com o mal daquela sociedade.”

Aí o dragão, no fim das contas, chama ele e diz: “Eu tenho ideia. Eu estou sofrendo pra fazer isso, mas faz o seguinte: enfia uma lança no meu peito.”


E aquele dragão se dá em sacrifício. E, na hora em que ele é morto, o mal que havia naquele homem é também erradicado. Os dois morrem. A sociedade se torna livre. O filme até honra o dragão — ele vira uma estrelinha no final. E tá bonitinho.

Mas esse filme me fez pensar, esses dias, no quanto é duro saber que talvez o extermínio do mal que há no mundo custe o meu próprio extermínio. Como é duro aceitar a ideia de que talvez eu seja parte do problema. Como é duro reconhecer que certas coisas não serão resolvidas se eu também não for resolvido.

Como é duro… Sabe… Me perdoe, eu tô meio referência anos 90 hoje, né? Mas sabe no final do episódio de Scooby-Doo, em que você tá indo atrás do bandido, do fantasma? E aí você tira o capuz do fantasma, do bandido, daquele que tá prejudicando sua vida, daquele que tá te arruinando… e você vê que é você mesmo.

Como é duro ter a sensação de que o mal que eu abomino tem um laço comigo, que é indissolúvel — senão pela morte.

Trágico, é forte isso. Essa coisa do mal é um tema no qual a gente evita pensar, no qual a gente não gosta de pensar. É um tema permanente na história da sociedade.

Porque tá todo mundo aqui bem, todo mundo bonitinho, todo mundo aqui lindo. Hoje de manhã eu estava comentando com minha esposa. Eu falei: “Rapaz, é uma coisa interessante como o povo da Lírio é bonito, viu?” Então, recebam como elogio. Mas eu vou lhe dizer outra coisa: não me enganam. Não enganam, não.

Bastou eu ganhar um campeonato mostrando que meu time lá do GC, Patamares e arredores é o melhor da igreja — já tem um monte de gente melhorando feio aqui. Foi sem nenhum contexto, só pra tirar onda mesmo.

Porque há mal em mim. Há mal em nós. A gente não gosta de pensar nisso.

Li uma pesquisa recentemente em que 90 e tantos por cento das pessoas creem que o homem, em média, é mau. Mas o mesmo percentual — ou um pouco maior — se considera uma pessoa boa. A conta não fecha. Não tá batendo.

Tá sendo cada vez mais difícil explicar a humanidade. Eu não sei qual o seu espectro político, mas você já teve a oportunidade de conversar, num ambiente tranquilo e falando de outros assuntos, com as pessoas do outro lado? Aqueles demônios?

Eu sei que, qualquer que seja o seu espectro político, você pensa isso deles. Tá tranquilo, a gente não vai dizer qual é. Então você pode se assumir.

Você já parou pra conversar sobre aquela galera lá, daquele lado demoníaco, que adora aquele capeta lá — que é o outro candidato? Já parou pra conversar com ele sobre outros assuntos?

Quando você começa a conversar, tem sensação… parece até gente. Como pode? Como pode?

Você pega as pessoas mais aberrantes da história da humanidade…

Tem um homem chamado Albert Einichman. Ele era o general reitor dos campos de concentração na Alemanha nazista. Eu não conheço ninguém tão demoníaco quanto essa figura, se a gente for considerar, assim, termos gerais. Porque – foi o responsável por executar a morte cruel de uma série de inocentes, das formas mais torturantes, mais terríveis.

E aí uma jornalista judia, enfurecida como todo o mundo, foi enviada pelo The New Yorker para cobrir o julgamento de Einichman, em Jerusalém. Ela escreveu um livro: Eichmann em Jerusalém. E aquela mulher, que era uma filósofa, uma pessoa inteligentíssima — Hannah Arendt — volta pros Estados Unidos envergonhada, dizendo: “Eu estou me sentindo muito mal. Eu quis sair daquele julgamento porque, toda vez que eu olhava para aquele homem, eu percebia: rapaz, ele não é assim tão mal, não.”

Aquela besta demoníaca é capaz de fazer aquelas coisas mais absurdas. No fim das contas, é só um homem comum. Ela escreve um artigo sobre a banalidade do mal, que foi a coisa que mais a impressionou: como pessoas que não são tão más conseguem fazer coisas tão absurdamente más.

Eu gosto muito de uma escritora mineira chamada Adélia Prado. E tem um poema dela que me sensibiliza profundamente. Eu não lembro o nome do poema, mas o trecho principal é: O ditador escreve poesia.

Ela fala sobre quando viu a matéria da execução de Saddam Hussein — outro demônio que encarnou aqui nesse mundo. Um homem que amaldiçoava a terra por onde pisava. Onde ele passava, havia uma morte em massa. E ele é sempre o culpado. Que homem terrível! Destruiu o Iraque, destruiu o Irã, destruiu países ao redor. Armas biológicas. Era uma figura odiada. Eu nunca ouvi falar de alguém que não odiasse aquele homem. Saddam Hussein é um homem terrível.

E aí Adélia Prado, essa poetisa mineira, cristã, conta que, quando ela viu a figura pacata de um idoso andando com passos lentos e curtos em direção ao corredor de execução, e o repórter comentando a rotina de Saddam Hussein nos seus últimos dias — ele rezava, lia o Alcorão, escrevia poesia e, quando olhava fotos da família, às vezes se emocionava… A conta não fecha. Não pode ser a mesma pessoa.


A Adélia diz que foi tomada por uma tristeza tão grande, que ela escreveu um dos poemas mais bonitos da língua portuguesa, na minha opinião — que é esse poema sobre o ditador na prisão.

E ela fala uma coisa no final do poema, assim, terrível. Ela diz: “Quando eu vi o ditador — um ditador que escreve poesia, o ditador que amaldiçoou a terra com sua presença, mas que reza todas as noites… Quando eu vi o ditador, eu vi que muito pouca coisa faz com que seja ele e não eu.”

Há bem menos diferenças entre nós do que eu gostaria de admitir. E a sensação que eu tenho é que, se eu sinto compaixão por ele, essa compaixão também não vem de mim. Deve ser de algum ser tão maravilhoso que seja capaz de amá-lo. E a mim.

Desculpa te dizer isso, mas não há um crime no Código Penal que você não seja capaz de cometer. Não há um crime no Código Penal que eu não seja capaz de cometer.

É o que eu sinto. Eu sinto que eu talvez não seja, assim, esse lírio do campo que eu gostaria de ser. Quando eu reflito um pouco sobre algumas ações, sobre como, às vezes, eu já estive à beira de fazer uma bobagem… Só a misericórdia divina me privou de cometer um ato terrível — no trânsito, no Barradão, em tantos lugares por onde eu passei, que já tive vontade de matar alguém.

Uma vez eu… eu fiz isso: orei mesmo. Um bendito de um meio-campista que o meu time contratou… “Senhor, derruba o prédio que esse cara mora.” Foi uma oração nesse nível, assim.

Aí, na semana seguinte, alguém falou: “Você sabe que fulano tá morando aqui no prédio onde eu moro.”

Nós não sabemos pedir. Pedimos mal. E por isso a gente não recebe, às vezes. Mas é assim. O coração da gente é assim.

Isso me leva a uma convicção que tá cada vez mais fora de moda: a convicção de que o mal existe. Existe como uma entidade autônoma em relação a nós. Porque a gente gosta de tentar achar justificativa para todos os nossos atos, como se tudo fosse uma decorrência de alguma decorrência de alguma decorrência… Como se, na verdade, as pessoas só fizessem isso porque tinham uma razão. Porque, na verdade, foi o pai que fez isso com a mãe…

Com todo o respeito aos psicanalistas de plantão aqui, mas eu tenho a sensação de que vai além, sabe? Eu acho que as coisas não acontecem só porque a gente, de algum modo, acordou de um jeito ou de outro ou teve uma variação hormonal. Eu sinceramente acredito que o mal existe concretamente, e acho que é uma coisa com a qual a gente deva ter um nível de atenção.

Eu acho que a consciência da realidade do mal precisa voltar a permear nossas mentes. Eu acho que a Bíblia deixa bem claro que ele existe, e que é preciso vigiar, e que é preciso saber quanto dele anda em nós, para que a gente não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem.

Há uma guerra, sim, entre bem e mal. Há, sim, um duelo. As coisas não são o que eu quero que elas sejam. Eu nem lembro o que a sociedade diz que elas são. Existem coisas que são, de fato, más. Existem coisas que são, de fato, boas.

Mesmo entre sociólogos absolutamente ateístas, descrentes de qualquer realidade metafísica, uma pesquisa bastante relevante — que envolvia inclusive psicanalistas, já que eu citei aqui, vou botar eles agora num bom lugar — essa pesquisa foi feita quando eu tava na faculdade, lá pra 2006. Eu me lembro de ler essa pesquisa assim, com muito interesse, porque, basicamente, qual é a ideia? É de que, em qualquer lugar do mundo, pessoas que não têm nenhuma paridade de crença abominam condutas, ainda que elas não vejam ninguém sofrendo com essas condutas.

Há determinados padrões éticos, morais mínimos, que permeiam a consciência de todo ser humano, e todo mundo olha para aquilo e abomina, e tem um certo medo, uma certa aversão. Todos nós já repudiamos algumas coisas. Existem males que são males, e ponto. O mal existe como algo concreto, e a humanidade sempre tentou explicá-lo. A humanidade sempre tentou entendê-lo.

Vamos lá para os primórdios das primeiras sociedades. As primeiras sociedades, em regra, eram os panteístas. Ou muitas das religiões mais antigas, que até hoje ocupam o mundo, são panteístas. O que é panteísmo? Tudo é Deus. É uma visão monista do mundo.

Eu não entendo o suficiente sobre o budismo para falar a respeito, mas um budista chega para uma pessoa com um câncer terminal, um budista vai a uma cena de violência e conversa com a vítima, um budista olha para alguém que perdeu a pessoa que mais amava e consegue dizer assim: “Isso é a mesma coisa.”

Que um budista, um hinduísta, diria — ambas as religiões são panteístas — e eles conseguem dizer assim: “Se você analisar isso pela ótica divina, verá que tudo isso é Deus, verá que tudo isso é bom, verá que tudo isso é parte do ciclo em que todos estamos.”

Eu tô agora citando um dos meus escritores preferidos, C. S. — C. S. Lewis. Escreve em Cristianismo Puro e Simples esse mesmo exemplo. Ele diz: “E como bom cristão eu preciso dizer: cala a boca e para de falar um absurdo desse.”

Porque um cristão não é panteísta. Um cristão não acredita na ideia de que o mal agrada, interessa a Deus. A Bíblia deixa bem claro, em diversos momentos, que Deus não deseja que o mal ocorra. Deus não tem prazer na dor do homem. Deus não se alegra em que o ímpio morra, quanto mais o justo. É penosa aos olhos do Senhor a morte dos seus santos. Dói em Deus.

O Deus cristão não é uma energia que ocupa todas as coisas, uma força que está em tudo. Não. O Deus cristão é uma pessoa. Ele tem gostos, ele tem preferências. Ele talvez tenha um time — pelo visto, não é o Vitória. Tem ano até que a gente acha que é, né? Quem estava lá alguns anos atrás… mas se é, acho que ele já parou de ir no Barradão ultimamente.

Mas ele tem prazeres, incômodos, tem coisas que Deus gosta, tem coisas que Deus abomina. A Bíblia dá uma lista de coisas que ele ama, que ele gosta. Deus tem alegria. “Do Senhor nossa força.” A gente vê a Bíblia falando sobre: Deus acha bom que os irmãos se unam, que façam em comunhão qualquer coisa. Deus gosta de ver as pessoas se amando.

Deus abomina quem derrama sangue inocente. Ele odeia quem cria intriga entre os irmãos. Deus odeia quem promove o desencontro, a desavença. Isso é bíblico. Tá lá.

Ou seja: ele é uma pessoa. Ele tem gosto, tem preferência. Ele pode ser agradado, ele pode ser desagradado. Ele tem as peculiaridades dele. Deus tem até as “chatices” dele, se você quiser chamar assim. Ele tem ciúme. Ele faz questão de algumas coisas, ele é tranquilo com outras. Dá para conhecer.

A Bíblia fala muito sobre a personalidade dele. Ele tem características. Ele é uma pessoa.

E a Bíblia deixa bem claro que há também, atuando além de Deus, um inimigo, que igualmente é uma pessoa. O mal também não é uma energia cósmica. Não. O mal também é promovido a partir de uma pessoa. Ele entra no mundo por intermédio de uma pessoa — de uma pessoa também mística. Todo mundo já sabe do que eu estou falando.


Mas aí, como todo mundo já sabe do que eu estou falando, então a gente entra naquela segunda alternativa que vem desde os primórdios da humanidade: então, não é o panteísmo? Vamos para um dualismo. Vamos para um maniqueísmo.

Então, existe um mal e um bem. Eles estão em guerra um com o outro, e aí a gente não sabe como é que vai ser essa guerra, mas a gente tá torcendo pro nosso lado aqui, a galera de Deus. A gente torce contra a galera do diabo, que é o inimigo de Deus.

Não. A Bíblia também não diz isso. Essa ideia de que existe um mal se opondo a Deus também não está na Bíblia. Essa ideia de que Deus e o mal são rivais, um à altura do outro, e que a gente tá torcendo para Deus ganhar também não tá na Bíblia.

A Bíblia revela, sim, a existência de uma figura maligna, do pai da mentira, do homicida desde o princípio, daquele que se opõe a nós como um ser espiritual que é um rebelde. Mas a Bíblia deixa bem claro — ó, e essa é talvez a melhor notícia da noite — que ele não tem condição nenhuma de discutir, disputar, lutar com Deus.

Ele já está esmagado debaixo dos pés de Deus e de todos aqueles que seguem a Deus. Aleluia! Então o diabo já está vencido. Já está absolutamente rendido. E nunca teve esse questionamento.

Eu acho um desrespeito chamar o diabo de inimigo de Deus. Ele não é inimigo de Deus. Ele é o quê? Ele é inimigo seu. E meu.

E aí eu vou tentar contar um pouco do que a Bíblia diz sobre ele, de forma bem direta, porque também não merece muito ibope não. Mas, enfim, a gente criou uma cota para seres espirituais, tem que colocar o inimigo nessa cota porque a gente nunca fala dele aqui, então pelo menos pra ele se sentir incluído — brincadeira, não tem nada a ver com isso, não, tá?

Mas eu acho importante, sim. Graças a Deus, essa é uma igreja que não fala muito dele. Mas eu tenho entendido que o Senhor tem falado comigo um pouco, e eu acho que vale a pena a gente falar um pouquinho sobre ele, só para entendê-lo minimamente, para colocar ele no lugar dele.

E aí eu vou tentar ficar só na escritura, tá? Existem muitas inferências a respeito da figura que faz oposição aos crentes. Muitas teorias. Por exemplo, vou logo dizer o que não está na Bíblia:

A Bíblia não vai dizer hora nenhuma que o nome dele é Lúcifer. Vamos começar por aí. A Bíblia não diz hora nenhuma, de forma clara e inequívoca, que ele era um anjo regente do coral celestial. Isso não tá na Bíblia.

Não tá na Bíblia que ele liderou uma rebelião contra Deus porque queria ser semelhante a Deus e por isso foi expulso do céu. Isso não está expressamente na Bíblia. Isso são inferências baseadas em profecias bíblicas a respeito de reis de povos rivais ao povo de Israel.

Exemplo: Ezequiel 28, falando do rei de Tiro. Exemplo: Isaías 14. E aí a gente acha, a partir de escritos do primeiro, segundo e terceiro século, que essas inferências podem ter a ver com ele.

Eu particularmente acho também. Mas, por exemplo, o pastor Saulo fez um vídeo esses dias — quem quiser ver, tá no YouTube — falando que Ezequiel 28 não é sobre o diabo, não tem nada a ver com ele. Eu discordo. Mas a gente não precisa conversar sobre isso.

O que eu quero dizer é: dá para entender o suficiente sobre ele só lendo a Bíblia. E lendo o que a Bíblia diz expressamente sobre ele. E graças a Deus, é pouco o que você precisa saber.

O que eu preciso saber: Deus criou o homem à sua imagem, conforme a sua semelhança. Deus tinha um propósito na criação do homem, que era que o homem fosse como Deus é. Em que sentido? Que a gente tivesse a comunhão que Deus tinha antes que o mundo existisse.

Deus já era uma família. Já parou pra pensar como isso é maravilhoso? Já parou pra pensar o que Deus fazia antes de criar o mundo? Tá em João 17.

João 17 diz assim — Jesus falando com o Pai. Então tem um Filho e um Pai conversando. E, nessa conversa familiar, você ouve essa pérola aqui, ó:

“Pai, glorifica-me com a glória que tinhas comigo desde antes da fundação do mundo. Antes que o mundo existisse, eu te amava e tu me amavas. Pai, desde o começo, a nossa ideia era dar a eles, aos meus servos, a mesma glória que nós tínhamos desde o início. A ideia, Pai, era que eles sejam um, como nós somos um.”

Que delícia! Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. Nosso Deus é uma comunidade.

Com todo respeito ao islâmico, eu sei por que lá criou o mundo, na versão islâmica: porque devia estar chatão. Imagina lá, quer dizer, o único… imagina que vida sem graça que ele tinha antes de criar a humanidade. Ele criou a humanidade para ter com quem conversar, talvez criou porque era necessário para ele escapar dessa solidão, eu suponho.

Mas o nosso Deus não tinha solidão, nem carências, nem antes da gente existir. Porque nosso Deus é uma comunidade. Nosso Deus é uma família. Nosso Deus é três pessoas que coexistem em uma: é Pai, é Filho e é Espírito Santo, que já se amavam, que já se glorificavam, que já viviam deliciosamente em alegria plena mesmo antes da criação de todas as coisas.

Aí, por que que um Deus que tem tudo vai arranjar problema? Porque o amor, ele derrama e transborda, sabe? Deus criou o homem pela mesma razão que eu e Aninha fizemos uma filha: porque estava tão bom, eu amo tanto minha esposa que eu queria fazer aquilo alcançar mais gente. Aí tem um preço.


Deus sabe o preço que tem você criar mais gente. Eu sei hoje. Ela fez xixi em três roupas diferentes — quatro. Quatro! Uma minha, uma de Aninha e duas dela. Aí acrescente o carro, que ela fez xixi todo também. Jogou água na pastora Tainan. É… nesse nível. Isso só tem 10 meses. Isso vai me dar trabalho pro resto da vida. Pergunta se eu me arrependo de ter criado. Que delícia dividir a alegria que eu tinha com a mãe dela, com ela.

Antes eu e Aninha éramos um. Agora nós três somos um. Você entende por que Deus te criou? Você entende que delícia sermos um com a Trindade? Que delícia sermos um com Deus? Foi para isso.

Aí Deus criou o homem para viver essa experiência. Colocou o homem num lugar prazeroso para desfrutar essa experiência. Mas a Bíblia diz — a Bíblia não diz como ele foi parar lá — mas diz que o diabo estava lá no Éden, onde o homem estava tentando aprender a ser um com o Pai, um com o Filho, um com o Espírito.

O homem estava tentando entender como era essa coisa de ser um filho de Deus. E aí Deus colocou o homem lá e disse muito claramente: “O que eu espero de você aqui: frutifique.” É a primeira ordem que Deus dá ao homem: dê frutos.

E em seguida aparece, pela primeira vez na história da humanidade, o tal do diabo por meio de uma serpentezinha. A antiga serpente, que é o próprio diabo, chega lá conversando com o ser humano. A primeira coisa que Deus disse foi o quê? Frutifique. A primeira coisa que esse indivíduo diz ao homem é: “Coma do fruto”.

O diabo nunca pediu ao homem: “Me adore.” Sabe o que que o diabo propõe? Ele diz assim: “Se adore. Priorize-se. Esqueça as restrições que te fazem se sentir limitado. Não, você tem direito a tudo. Vá lá e pegue. Pô, você trabalha o mês inteiro, sua esposa não te satisfaz? Vá lá e faça. Você tem que pensar em si mesmo. Esqueça ele. Ele nunca vai saber. Todo mundo rouba. Você não vai roubar? A sociedade tá perdida, rapaz. Agora tire seu proveito também. É só você que vai ficar de besta?”

É a mensagem de sempre dessa figura. O propósito dele sempre foi esse: lidar com as nossas carências de seres que ainda estão sendo feitos à imagem e semelhança de Deus. Seres que ainda estão aprendendo a ser um com Deus. Aí ele chega e diz assim: “Ó, eu sei o que você quer. Você não quer ser um com Deus.”

Ele lida com aquilo que a gente quer — porque Deus fez a gente querer — mas que a gente ainda não atingiu, porque estamos em processo. Aí ele oferece um atalho. Ele diz assim: “Vou te dar um caminho aqui pra você logo virar um com Deus pelo meu jeito.”

É isso que acontece no Éden. Pois é isso que vem acontecendo desde então. Pra encurtar a história, não dá mais muito “ibope”.

Desde o Éden há essa figura no mundo tentando o homem, buscando a quem ele possa tragar por meio de um artifício — claro que é a mentira. E a principal mentira é aquela que nos faz descrer da nossa condição de filhos amados, que são, são e serão um com o Pai.

É com isso que o inimigo lida. E ele trava uma batalha na nossa mente. Ele trava. Ele tá sempre dando uma alternativa àquilo que Deus falou. Deus falou uma coisa, ele vem dar uma alternativa pra gente alcançar aquilo que a gente quer alcançar, graças ao que Deus falou, os desejos que Deus fez nascer em nosso coração. Ele se propõe a realizar de outra forma.

E desde o Éden ele vai fazendo isso, ao ponto de chegar no mundo e criar uma condição em que ele se torna meio que um príncipe desse mundo. Porque várias e várias pessoas vão se deixando enganar, vão se deixando levar.

Imagina… o mundo passou a viver sob o reinado do maligno. O mal passou a reinar em muitos corações. Isso não é algo que Deus se agrade tanto, não. É que Deus vem enfrentar essa realidade.

E aí vocês conhecem a história. Cristo encarna. E ele veio sabe para quê? Dentre outras coisas — tá escrito — ele veio para destruir as obras do diabo. Ele veio para enfrentar essa palhaçada, para desfazer essa mentira, para nos ensinar a ser um com Ele, para nos mostrar que as nossas satisfações, as nossas carências, elas não serão satisfeitas por meio do egoísmo, por meio do enfrentamento, por meio da guerra uns com os outros. Não.

Existe um outro caminho, que é o caminho do serviço. Vocês lembram como é que começou lá no Éden, né? Pois Cristo vem para frutificar em todos os aspectos. Ele nem se importa em comer. Ele só quer servir. E ele vai se satisfazendo em servir.

E as pessoas vão olhando pra ele e vão vendo: “Meu Deus! Adão estava lá no Éden envergonhado com o fruto prazeroso que ele conseguiu comer. E esse aqui, Cristo, ele tá no Getsêmani, tá na cruz, tá no Gólgota, satisfeito com o fruto do penoso trabalho que ele teve que fazer. Como é que um tá triste no prazer e outro tá alegre até na dor?”

Eu quero imitar esse aqui.

E aí Cristo se revela como uma espécie de segundo Adão. Ele se torna uma alternativa àquela forma de viver que é desde Adão até Jesus. De Adão até Jesus a gente tem uma forma de viver egoísta, baseada no engano que o diabo trouxe pro mundo. A mentira que ele plantou no mundo, que se alastra: de que a gente tem que correr atrás de se satisfazer, de, a qualquer custo, buscar nossa própria alegria, buscar nossa própria salvação, nossa própria satisfação.

Aí Jesus chega e diz: “Ó, quem quiser buscar a própria salvação vai se perder. Mas quem aceitar se perder por amor de mim vai se achar.” Essa é a promessa que eu faço.

E aí, quando Jesus vem, ele mostra pro povo o seguinte. Ele diz assim: “Ó, acabou. Acabou a palhaçada, tá? O reino desse mundo já passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo. O inimigo agora tá preso. Esqueça.”

É como se tivesse um valentão aqui cuidando das coisas e chegou o mais valente que ele, amarrou. É isso que Jesus diz que acontece quando ele vem ao mundo. Ele diz: “Eu cheguei e amarrei o valente”, que era o inimigo que tentava guardar vocês presos, cativos, com medo. Esqueça. Acabou isso.

Agora o reino de Deus é chegado. Antes havia o reino do mal. O mundo jazia no maligno. O príncipe desse mundo era… eu gosto nem de falar o nome dele. Eu falava “cão”, mas Aninha disse que “cão” é mais feio ainda que o nome dele. Vocês sabem de quem eu estou falando.

Pois essa figura era o príncipe disso aqui. Aí Jesus chega e diz: “Acabou a palhaçada. O reino de Deus é chegado. Então quem quiser, se arrependa e creia no evangelho.


Aí qual é a lógica que eu e você teríamos quando chega um novo reino em um reinado dominado? Que que você espera que aconteça? Jesus, a primeira coisa que vai fazer é matar todos os rivais, não é isso? Vai destruir o exército inimigo, vai soltar uma bomba atômica aqui para mostrar o tamanho do poder dele.

A questão é que, se ele matasse todo mundo que de algum modo estava impregnado pelo mal, sabe quem ia embora junto? Eu e você. Então ele percebe que havia muito mal em nós. Não dava para erradicar o mal no mundo sem erradicar as pessoas a que ele tanto amava.

Aí, em vez de destruir por inteiro o reino do mal, o que que ele faz? Ele mantém um reinado sobreposto. Ele chega aqui no reino do mal, no mundo que jaz no maligno, e ele monta uma embaixada.

E é… sabe essa febre que tinha de tentar virar cidadão italiano, que o governo italiano tá tentando acabar? Eu mesmo estou tentando entrar nessa aí. Pô, casei com uma neta de italiano por causa disso, agora tomei o golpe. Passou a vida me dizendo que era neta de italiano, sobrenome “Chique”, serve pra quê agora? Enfim, outra conversa… Quem souber de advogado aí pra me indicar…

Pois, quando você tem a chance de mudar de nacionalidade para poder ter acesso a um país que você acha que é mais bem-sucedido que o seu, é isso que uma embaixada faz, dentre outras coisas.

Pois Jesus diz, na escritura, que constituiu a igreja como embaixada do Reino dos Céus. Então, hoje, a igreja serve para emitir passaporte celeste para quem não quer mais fazer parte do reino do diabo. Quem quer sair do império das trevas para o reino do Filho do Amor de Deus tem, na igreja, uma oportunidade de emitir seu novo passaporte e dizer:

“Eu, agora, sou cidadão do céu. O mal já não tem poder sobre mim. O pecado já não tem domínio sobre mim. Eu já não estou mais debaixo do reino do maligno. As mentiras que ele conta, as mentiras que um dia ocuparam meu coração, elas já não têm mais lugar. As obras do diabo na minha vida estão desfeitas porque eu agora sou um cidadão dos céus.”

É isso que Jesus estabelece. E ele montou esse reinado sobreposto aqui, essa embaixada, que nos dá acesso a sermos cidadãos de um outro reino, até um momento em que ele vai, de fato, julgar aqueles que continuarem como cidadãos do reino do mal.

Esse momento virá. E o mal será aniquilado, extirpado, destruído de toda a terra. E glória a Deus por esse dia. É por isso que a gente fala sobre o Reino de Deus, a gente diz que é o “já e ainda não”. O Reino de Deus já é chegado, mas ele ainda não é absolutamente consumado, porque Cristo já tomou o poder. Ele já é o Rei — o Rei soberano desse mundo — mas ainda há muito do mal em nós. E ele, antes de destruir esse mal e acabar nos destruindo, tá tirando o mal de nós, para que um dia, de fato, ele julgue esse mundo e destrua por inteiro aquilo que é obra maligna.

Isso vai acontecer. Tá escrito. O juízo final tá predito. Mas vamos falar sobre agora, né, porque não sei que dia vai ser e a semana tá começando, eu preciso terminar a mensagem.

Então, uma pergunta que eu acho que é importante a gente esclarecer, e é com ela que eu quero terminar, ou caminhar para encerrar, certo:

Mas enquanto Jesus não destrói o diabo, como é que eu lido com essa figura? Porque, enquanto ele não é destruído, ele tá por aí. E, às vezes, a gente se depara com ele. Amanhã mesmo, eu sei que você tem uma reunião com ele aí, umas 9 da manhã. Marcou com outra pessoa, mas a pessoa vai acabar levando ele, que você conhece já aquela figura…

Amanhã, eu sei que você vai pegar a paralela, e vai ter ele em várias motos, querendo buzinar no seu ouvido. Desculpa os motoqueiros, tá? É porque eu já provei que, às vezes, ele não tá só lá. Às vezes, ele usa até a gente.

João diz assim: “Quem ainda peca é porque ainda dá lugar ao diabo. Quem ainda peca é porque ainda tem um pouco dele em si. Porque quem anda em Cristo anda em obras de justiça.”

Isso me dá uma tristeza, uma sensação de que… eu me conheço. Eu sei que, de vez em quando, eu escorrego. Então quer dizer que ele ainda age até em mim?

E aí eu quero entender como lidar com essa figura, enquanto ele ainda tá aqui, enquanto Jesus não o destrói. Considerando tudo que a gente já sabe sobre ele — porque ele é mentiroso desde o princípio, ele é um homicida desde o princípio. O trabalho dele é destruir. O que ele faz é tentar fazer com que a gente pare de acreditar nas coisas que Deus nos falou. Tentar fazer com que a gente entenda de forma errada e diferente aquilo que Deus ministrou em nosso coração. E, às vezes, ele consegue, o miserável. Uma brecha que a gente dá… ele tá buscando a quem ele possa tragar.

E como lidar com essa figura, enquanto ele tá aqui, enquanto Deus não o destrói?

A primeira ideia é: distância. Não é isso? Vamos ficar longe, né? Vamos tentar se afastar o máximo possível.

E isso não vai funcionar. Já vou logo avisando. É porque eu fui lendo na escritura. Apocalipse 2, se eu não me engano, versículo 9. João está escrevendo, a mando de Jesus, uma carta a uma igreja que foi edificada por Jesus. E Jesus está falando sobre essa igreja e diz assim, ó:

“Eu sei onde vocês foram plantados, e eu sei exatamente onde é.”

Sabe onde é? Aí. Aí é onde tem o trono de Satanás.

Eu falei a referência certa? Não, não falei. Misericórdia. Meu sonho era ser igual ao pastor Diogo, que acerta. Outro dia ele até errou um aqui, aí o coração que às vezes dá lugar disse: “Aí, tá vendo? Ele também erra.” Aí ele acertou logo em seguida. Enfim, eu erro direto. Tenho aqui anotado, mas não vou olhar, não. A carta à igreja de Pérgamo. É no capítulo 2, tá? Acho um pouquinho depois aí… será que é 16? Não sei. Mas ele diz isso:

“Eu sei onde você habita, e eu sei que aí é o trono de Satanás. E a minha alegria é que você não foi embora. Você ficou.”

Pera aí, Jesus. Vou ficar no lugar onde o inimigo acha que ele é o rei? Vou ficar num lugar onde o inimigo tem súditos, onde o inimigo dá as ordens? É sério, Senhor, que o Senhor quer que eu fique numa cidade que as pessoas, um mês por ano, saem fantasiadas de capeta? É sério, Senhor? Num país onde o inimigo às vezes parece que é presidente da República? Não falei em que mandato, antes que você me julgue. Mas você concorda comigo, pelo menos em um momento da história, eu tenho certeza.


Mas a gente vê obras do demônio no Congresso Nacional, na sociedade. A gente vê ele reinando. E a gente pensa: “É sério, Senhor, que é aqui que eu tenho que ficar? Não, Senhor, me leva para um lugar diferente.”

Mas o Senhor olha para quem tá naquela cidade, onde é o trono de Satanás, e diz assim: “Ó, que bom que você ficou aí, e guardou meu nome aí. O diabo já até matou uma fiel testemunha que eu tinha aí, mas você ficou.”

Olha aí, era o 13! Rapaz, entre o 9 e o 16, no meio do caminho, eu falei. Eu estava certo. “Eu sei onde você vive. Aí está o trono de Satanás. Apesar disso, você permanece.” É isso que Jesus tá elogiando: quem permanece onde é o trono do diabo.

Ué, então não é para eu sair?

Eu vou além, gente. Paulo… pera aí, que agora eu vou olhar a referência, porque agora duas vezes assim vai ficar meio chato, né. Paulo tá falando aos coríntios, e dizendo que deseja visitá-los, mas ele tá todo incerto com relação ao caminho, à trajetória que ele vai percorrer. Até que… não anotei. Misericórdia. Não vou lembrar a referência, não. Primeira Coríntios 2:16, eu acho. Mas não vou lembrar, não. Bota não, porque eu acho que tá errado. 2:16… tudo, né?

E Paulo fala uma coisa assim, ó:

“Eu estou pensando pra onde eu vou, mas eu já sei que em Éfeso eu vou ter que ficar.”

Por quê? “Em Éfeso, o Senhor abriu uma porta pra mim, e se levantaram muitos inimigos.”

E o que Paulo tá dizendo é assim, ó: onde eu estou vendo que o inimigo se levantou, dali eu não posso sair. Se o Senhor me botou, e o inimigo veio contra, se eu sair, vai ficar feio pra Deus. A gente vai perder de W.O. um jogo que ele que marcou. Porque foi Deus que me colocou nesse lugar.

Se Deus me botou no lugar, e o inimigo se levantou, é dali que eu não saio mesmo.

Pera aí, Paulo… aí complica a minha vida. Então quer dizer que quando eu estou em um lugar… Aí, aí piora mais ainda quando você vai pro começo dos evangelhos. Quando você vai ver Jesus sendo batizado, Jesus é batizado e o Pai fala com Ele: “Você é o meu Filho amado.”

Então Jesus tá na bênção, né? Não aprontou nada. O Pai acaba de dizer: “Você é o meu Filho amado, Eu tenho prazer em você.” Ô glória! O Pai tem prazer em mim! Vai me levar para as Bahamas! O Pai tem prazer em mim, então essa semana eu já vi que é só vitória!

O Pai tem prazer em mim, eu ouvi Deus falar comigo, então essa semana Ele vai me levar para um lugar maravilhoso. Quando Jesus ouve o Pai dizer “Você é meu Filho amado, Eu tenho prazer em você”, o Espírito Santo leva Jesus para o deserto — para ser tentado pelo diabo.

Pera aí… então é o Espírito Santo quem leva Jesus? A gente pode até pensar: “Ah, mas às vezes será que eu dei brecha e por isso o diabo tá lá naquele lugar onde eu trabalho?” Não, eu vou além: é provável que o Senhor tenha te levado lá justamente porque o diabo estava lá.

Você tem uma reunião amanhã às 9 e você acha que o diabo pode aparecer? É porque foi Jesus quem marcou. Muito provavelmente o Espírito Santo vai te levar para essa reunião. Pois, gente, é isso que a Escritura nos mostra em diversas ocasiões, diversos textos, diversas experiências. No mais das vezes, é o Senhor que nos leva para o lugar onde o diabo acha que é rei.

Qual o sentido disso? Tiago 4:7. A gente leu. A dica que Tiago nos dá é: sujeitem-se a Deus.

Esqueça o jeito de viver que você achou que era o certo. Esqueça o que você aprendeu e que quer ensinar todo mundo. Esqueça tudo que você tem em mente, se não for a vontade do Senhor. Aquilo que o Senhor tem para a sua vida, o lugar onde o Senhor te plantou, é muito melhor do que o lugar que você estudou que era o melhor.

Mas você estava convicto de que o que você precisava era isso — só que onde o Senhor te colocou é outra coisa. Aquela história: eu, às vezes, eu tenho um sangue de europeu, mas eu nasci em Vista Alegre. O lugar que o Senhor me queria era Vista Alegre.

“Ah, mas eu com meus talentos, se estivesse em tal lugar, daria certo…” Esqueça! O Senhor sabe onde te plantou. O Senhor sabe a família em que Ele te colocou. Para com essa conversa de: “Ah, eu queria ter nascido em outro lugar.” Não! O Senhor sabe onde Ele quer você.

Sujeitem-se a Deus. A ordem de Tiago é sem meio-termo: pare de se achar, baixa a bola. Aceita o que o Senhor colocou na sua vida. Aceita onde o Senhor te colocou. Aceita o ministério que o Senhor te chamou para servir. Aceita o dom que o Senhor te deu. Para de querer o dom do outro que você não tem.

Se o Senhor te deu esse talento, é para isso. Então aceita!

“Ah, eu queria cantar…” Mas o Senhor te deu talento foi pra servir atendendo as pessoas. Então vá atender as pessoas.

“Ah, eu queria era fazer isso, mas eu só sei fazer…” Aceita o que você sabe, porque o Senhor te deu talentos conforme o lugar em que Ele quer te usar.

O Senhor te plantou onde Ele quer que você floresça. E Ele não errou quando te colocou nessa família. Ele não errou quando te colocou nesse trabalho. Ele não errou quando te deu essa esposa, esse marido.

“Ah, mas minha sogra é o demônio…” Então o Senhor te levou até ela.

Aceita. Aceita o lugar em que o Senhor te colocou.

E sabe o que que você faz quando você enxergar que o diabo tá ali também?

“Senhor, eu vim pra um lugar, mas parece que… ó… ó quem tá aqui ó… essa figura aqui!”

A ordem de Tiago é clara: sujeitem-se a Deus e resistam ao diabo.
Resistir é manter posição, é manter-se firme.

O que o Senhor espera de nós, quando a gente se depara com inimigos que se levantam contra nós, é resistência. É perseverança. É ir pra oração — e lá ficar:
“Senhor, me mantenha onde eu estou. Me segura. Me faz inabalável.”

Pastor Paulo Borges diz isso. Ele diz assim:
“Tem trabalho que só o diabo faz. Por isso que Deus usa ele pra fazer.”

Só o diabo pra derrubar algumas coisas que a gente tá querendo segurar. Deus é bonzinho demais pra derrubar. Aí Deus diz assim:
“Essas coisas aí não era nem pra ele tá segurando. Então vou deixar o diabo trabalhar um pouquinho, pra poder só ficar o que é inabalável.”

Vou levar ele pra ter um encontro com o inimigo. Porque sim — Deus é tão superior ao inimigo que Deus usa até as obras do inimigo para, de fato, nos edificar, nos fazer mais fortes, nos fazer inabaláveis.

O que Tiago tá dizendo é:
“Sujeite-se a Deus.”

E isso vai colocar você em situações nas quais o inimigo vai te atacar.
E quando isso acontecer, não fuja.
Quando isso acontecer, não saia.
Quando isso acontecer, não volte atrás.

Quem tem posto a mão no arado não pode olhar para trás.
Quem aceitou o chamado do Senhor deve resistir, deve permanecer.

Porque não fomos nós que escolhemos a Deus — foi Deus que nos escolheu a nós. E Ele nos enviou e nos nomeou, para que nós possamos ir e dar fruto. E para que o nosso fruto permaneça.

Quando o Senhor disse para a ovelha que estava lá na igreja de Pérgamo:
“Olha, Eu sei onde você mora. Eu sei que aí é o trono de Satanás.”

Sabe o que que o Senhor estava dizendo?
“Eu quero que você fique aí — e resista.”

Por quê?

“Resistam ao diabo, e ele fugirá de vós.”

Quando o Senhor te manda a um lugar onde o diabo tá, é porque o Senhor quer tirar o diabo de lá — através de você.

O Senhor te colocou ali para fazer com que aquele lugar não seja mais o trono do inimigo.
O Senhor te colocou ali para você resistir.

Você não precisa fazer mais nada: só resista.
Só testemunhe.
Só demonstre que você é um pilar edificado sobre a verdade.
não dê ouvido.
não entre no jogo.

Ó gente, não é pra sair procurando o diabo por aí, não, tá?
Não é pra sair caçando lutas que não são suas. Procurando onde o diabo atua, pra poder ir lá testemunhar.

Não.
Esqueça.
Não precisa.

Deixa que o Espírito Santo vai te levar até ele.
O Espírito Santo vai te levar até o lugar em que o diabo atua, e que é o lugar em que você deve se posicionar.

E não se preocupa, tá?
Isso não vai durar a vida inteira.
Resista.

(Vou até pedir ao ministério de louvor que vá se posicionando, que a gente ainda vai fazer uma ceia. E eu queria encerrar justamente na ceia…)

Porque tem algo de errado na vida de um crente que tá sendo enfrentado pelo diabo há muito tempo, o tempo inteiro.
É que talvez você não está resistindo.
Você tá negociando.
Você tá conversando.
Cedendo. Enfrentando.

Você tá dizendo coisas pra ele que não era pra você dizer.

Não se conversa com o diabo.
A última que fez isso foi Eva.
Preciso contar no que deu?

Não se discute teologia com o diabo, não.

O único que conversou com o diabo foi Jesus — e só conversou pra dizer o seguinte:

“Eu não nego nada do que você tem a dizer.”
O diabo falava: “Tá escrito isso, Jesus?”
“É isso aí. Mas também tá escrito outra coisa. Eu estou vendo por outra perspectiva. Nós não cuidamos das mesmas coisas. Você olha para as coisas a partir de uma ótica, eu olho a partir de outra ótica. Tem nada, tem nada contra você.”

A conversa de Jesus com o diabo no deserto é assim.
Jesus o tempo todo dizendo:
“Ó, não tenho nada contra você.”

O arcanjo Miguel encontrou com o diabo — e nem quis repreendê-lo.
É você que vai repreender? Não precisa repreender, não. Você não tem que se preocupar com ele. Você só tem que se preocupar em fazer aquilo que o Senhor te mandou fazer no lugar em que você tá.


Você tá num escritório em que o inimigo atua fortemente, que há corrupção? Você só precisa fazer o que o Senhor te mandou fazer. Você só precisa resistir. Você tá numa família em que há entendimentos e posturas absolutamente erradas? Você só precisa fazer o que o Senhor te mandou fazer lá. Você só precisa resistir, só precisa se posicionar, só precisa se manter firme na fé em que o Senhor te edificou. E o diabo vai fugir de você.

O diabo fugiu de Jesus. Jesus ficou no deserto ali, o diabo veio tentá-lo. Imagina… às vezes dá até pra ter pena do infeliz, ele estava lá no deserto de boa, nem foi atrás de Jesus. Jesus é que foi até lá, e ele que teve que ir embora do deserto. Tá escrito no texto: “Jesus foi levado ao deserto onde o diabo estava”. O diabo tentou, Jesus resistiu, e o diabo deixou. O diabo foi embora do deserto.

Essa é a ideia de Deus. Ele nos manda a lugares dos quais Ele quer desencapetar o lugar. Ele manda um crente. Ele quer limpar o lugar daquela influência maligna. Ele coloca um crente ali, posicionado, para resistir, só para testemunhar, só para se manter firme na verdade, só para orar, só para abençoar os que o maldizem, só para orar pelos que os perseguem, só para amar os que os odeiam. É pra isso que a igreja é posta.

Nós fomos chamados para morrer, para entregar nosso coração e dizer: “Senhor, se for necessário para que o mal morra, pode me matar”. A gente foi chamado para se entregar. Eis que vos envio como ovelhas em meio aos lobos. A gente foi chamado para se entregar. A gente foi chamado para dizer: “Se é pra alguém sofrer, eu estou aqui porque eu aguento. Eu sou servo do Senhor, eu estou aqui pra servir, eu estou aqui pra glorificar o nome dEle em qualquer circunstância.”

A gente foi chamado pra isso. A gente foi chamado pra como o dragão lá, que precisou dar a vida dele pra que o mal morresse. Mas com a gente é um pouquinho diferente, porque Cristo morreu em nosso lugar e venceu a morte, ressurgiu. E se fomos batizados na sua morte, também fomos batizados na sua ressurreição.

Ele morreu para que o nosso mal fosse vencido. E hoje nós podemos nos posicionar nEle em ambientes nos quais antes o inimigo reinava. Quando Jesus resistiu no deserto, o inimigo fugiu. E quando o inimigo foge, a gente não vê mais notícia dele durante um bom tempo. Ele não tem coragem mais de chegar perto de Jesus.

Só que tem uma hora. Na hora que Jesus tá à beira da morte já, Jesus reúne os discípulos para uma ceia. E aí, nessa hora, Ele dá um pedaço de pão pra Judas. E naquela hora, o texto diz assim: “Judas, naquela hora, quando pegou o pedaço de pão, o diabo se manifestou nele”. O diabo se revelou e tirou ele dali, e foi embora, porque não era pra ele estar ali. Ele era o filho da perdição.

Naquela hora, o diabo voltou a se manifestar. Naquela hora, pouco depois daquilo, Jesus olha pro inimigo encarnado em Judas e diz assim: “Ó, esse aí não tem nada em mim.” Se afastou, inclusive, antes de eu cumprir aquilo que eu vim cumprir. Porque naquela hora que o inimigo sai, Jesus queria compartilhar segredos muito profundos com os seus discípulos.

Ele já tinha dito: “Olha, mesmo aqui entre nós…” Ele diz assim: “Eu vos escolhi a vós, doze, mas um de vocês é o diabo.” Até aqui entre nós, crente, gente que tá andando na presença do Senhor, às vezes o inimigo acha lugar. Acredite, eu sou crente, eu sou um servo do Senhor, mas às vezes ele acha lugar na minha vida.

Às vezes ele se arvora a querer colocar palavra em minha boca, colocar ideia em minha mente, a dizer que eu não sou um filho amado de Deus, a dizer que os meus pecados me tornam reprovável aos olhos do Senhor. Ele se arvora a dizer que a minha vida não é como deveria ser. Ele se arvora a colocar verdades — na opinião dele são verdades — em meu coração, e eu começo a fraquejar.

Mas aí Jesus reúne os discípulos pra dizer o seguinte: “O que eu tenho pra fazer na vida de vocês é muito importante. O que eu tenho pra compartilhar com vocês agora é muito sério. Agora só vai ficar quem é meu. Agora só vai ficar quem é parte do meu corpo. Agora só vai ficar quem é sangue do meu sangue. Então agora tá na hora do diabo ir embora, tá na hora do diabo sair daqui, porque agora é hora de ceia.”

E naquela hora, Jesus põe pra fora aquele que estava dando lugar ao diabo. E é isso que eu oro para que Ele faça nesse momento. Para que Ele tire de nós todo mal. Para que Ele tire do nosso coração toda inclinação a ouvir as mentiras que o inimigo tem contado a nosso respeito.

Porque essa hora é a hora da igreja se unir. O mundo vive um momento em que a igreja é necessária mais do que nunca. Há lugares nos quais o inimigo acha que reina. E nós, como servos do Senhor, fomos constituídos como reino e sacerdócio do Eterno.

Então que ele saia. Que o inimigo saia. Que o mal saia.

Nesse momento a gente vai cear, celebrando a vida daquele que morreu por nós, celebrando a vida daquele que venceu o mal em nós. A gente vai circular com o pão e com o vinho, sentado mesmo, vou pedir que você pegue o seu, se depois a gente levanta. Porque a ceia representa o momento em que Jesus declara para os seus discípulos:

“O mal não tem lugar em mim. Mas ele tinha lugar em vocês. Então agora vocês não são mais vocês. Vocês vão morrer para vocês e vocês vão ser parte de mim. Aceita esse pão como um pedaço do meu corpo. Se você se sente parte da igreja, se você quer ser parte do corpo, se você quer viver Cristo em você, aceite esse pão. Daqui para frente o mal não tem mais lugar em vós. O inimigo não atua mais na vida de vocês. Daqui pra frente ele foi embora. Daqui pra frente ele vai fugir. Daqui pra frente ele não reina mais onde ele achava que reinava. Daqui pra frente Cristo reina nos lugares por onde você passar. Daqui pra frente, por onde você for, Cristo chega. Daqui pra frente, o inimigo foi expulso, foi amarrado, foi vencido. Daqui pra frente ele não terá mais poder sobre vocês. O poder das trevas foi vencido. A terra estremeceu, porque aquele que levou o nosso mal e morreu pelo nosso mal ressurgiu.”

Ele venceu o mal. Ele venceu a morte. Ele venceu o diabo. Ele venceu o inferno. Ele venceu toda a mentira.

Ele ressuscitou. Ele venceu…


  • Para sempre exaltado é
  • Para sempre adorado é
  • Para sempre… Ele vive
  • Ressuscitou. Ressuscitou

 

  • A terra estremeceu, sepulcro se abriu
  • Nada vencerá seu grande amor
  • Ó morte, onde estás? O Rei ressuscitou
  • Ele venceu pra sempre

 

  • Para sempre exaltado é
  • Para sempre adorado é
  • Para sempre… Ele vive
  • Ressuscitou. Ressuscitou

 


Se você já pegou o seu pão, o seu vinho, se coloque em pé. Celebre a vitória sobre o mal. Celebre a vitória sobre a morte. Diga como disse Jesus:

“O príncipe deste mundo está aí, mas ele não tem nada em mim. Porque eu sou um com Cristo. Eu nasci para ser um com o Pai. Eu nasci para servir. Eu nasci para frutificar. Eu nasci para desfazer as obras do diabo e vencer toda a opressão. Eu nasci para resistir.”

Enquanto a igreja existe no mundo, enquanto a igreja resiste no mundo, há esperança, há luz para o mundo em trevas, o nosso lugar é onde o inimigo acha que reina. Sim, é lá que nós guardaremos o nome daquele que tem o nome sobre todo nome, daquele que já venceu a morte, que já venceu o mal. Daquele, debaixo dos pés daquele, cujos pés esmagarão a cabeça do… Diabo!

Nós somos um com o Deus que venceu o diabo. Nosso trabalho é só resistir, é só não ouvir, é só se submeter a Deus. Submeta-se a Deus, resista ao diabo e o diabo fugirá de vós. Há lugares nesse mundo de onde o diabo precisa fugir, e nós somos o meio pelo qual Deus fará… isso.

Quando Jesus tirou o diabo daquele lugar, ficou muito claro o que ele estava fazendo. Ele estava construindo um exército que guarneceria o reino que ele estava estabelecendo. Ele estava edificando a igreja, e é para esse exército que ele… diz:

“O meu corpo tá sendo partido por amor a vocês. Eu estou abrindo um lugar no meu corpo para que vocês sejam parte do meu corpo. E quem quer ser parte do meu corpo, quem quer ter parte comigo, coma da minha carne, coma do meu corpo, coma desse pão. Esse pão é o meu corpo”, disse Jesus.

Sempre que vocês partirem esse pão, se lembrem que eu me parti por vocês. E foi assim que eu venci o diabo. Eu venci servindo. No Éden, alguém comeu o fruto porque o inimigo mandou. Depois até pensou em partir. Ali, na hora da ceia, Jesus diz:

“Não. Eu estou aqui pra fazer diferente. Eu vou partir o fruto. Eu não me importo em comer. Eu só quero servir. Eu só quero frutificar. Eu só quero amar. Eu só quero me derramar sobre aqueles que necessitam.”

É assim que o inimigo é vencido. É assim que o Pai é agradado. É assim que somos uns com os outros e todos com Ele. É assim que nos revelamos como filhos amados do Deus que nos criou.

Tome desse pão com a convicção de que você agora é um com Cristo, de que você agora é parte do corpo daquele que venceu o mal, e que você agora pode dizer:

“Tá vendo aí o príncipe desse mundo? Ele não tem nada em mim. Ele não tem espaço no meu corpo. Ele não tem espaço na minha vida, porque eu pertenço a Jesus.”

Coma desse… pão. Celebre a vida de quem venceu o mal. Celebre a vida daqueles de quem o mal foge. Celebre a vida do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele tira o mal do mundo. Ele vence o mal do mundo.

E nós… o pecado já não terá poder sobre vós. Essa é a promessa que Ele nos faz. E não terá poder sobre vós, porque Ele nos deu o Seu Santo Espírito.

E esse Espírito, Ele promete. Esse Espírito vos ensinará todas as coisas. Vos dará poder para resistir. Na hora em que o mal te convidar, esse Espírito vai soprar no seu ouvido dizendo:

“Ei, eu tenho ciúme de você. Não quero te perder pro mal. Eu não quero você lá. Eu quero você aqui, na minha presença. Ei, eles podem. Você não. Ei, eles vivem como se já estivessem mortos. Não vá com eles. Não vá na onda deles. Você é diferente. Sua vida tem propósito. Você tá aqui por uma razão. Você é luz. Todo mundo faz. Você não é todo mundo.”

O Espírito Santo quer te dizer isso. E Jesus disse:

“Tá vendo esse cálice? Ele é a representação do meu sangue. O sangue que testifica do Espírito. Você quer ter esse sangue correndo em suas veias? Você quer ter esse Espírito te guiando, te dirigindo?”

A proposta é: o Espírito vai dirigir a minha igreja. A ceia é a admissão de que somos parte dessa igreja dirigida pelo Espírito. Jesus derramou o seu sangue para que nós tivéssemos o Seu Espírito. Ele disse:

“Se eu não vou, o Espírito não vem. Então deixa eu ir. Deixa eu ir lá vencer o mal em vocês. Porque na hora que eu fizer isso, eu mandarei o meu Espírito, para que Ele habite em vocês e esteja com vocês para sempre.”

Tome desse vinho celebrando o Espírito Santo de Deus que agora habita em nós.

Paulo pergunta: onde está, ó morte, o teu aguilhão? Tragada foi a morte na vitória. O mal foi vencido. E há de ser que tudo que é corruptível será revestido de incorruptibilidade. E tudo que é mortal será revestido de imortalidade.

E primeiro nós, os que ficarmos vivos, seremos transformados. Primeiro, ressuscitarão. Depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos transformados.

O mal foi vencido. Aleluia! O Cordeiro venceu. Você não precisa enfrentar o mal. O Cordeiro venceu. Resista no Cordeiro. Apega-se a Cristo.

Para… sempre exaltado seja o nome do Cordeiro. Para sempre exaltado seja o Cristo que venceu. Adorado seja o Rei dos reis, que venceu a morte, que venceu o mal, que venceu o mundo.

Ressuscitou! Ressuscitou! Aleluia! Aleluia! Louve o nome do Senhor!

Ele venceu uma guerra que era minha. O diabo nunca foi inimigo de Deus. Ele é meu inimigo. E seu inimigo. Só que ele é mais forte do que eu e do que você.

Então Deus, que é muito mais forte do que todos os envolvidos, foi lá e venceu ele, de uma vez, para sempre, por toda a eternidade. Você não precisa sequer lutar contra o inimigo que se levanta contra você no trabalho, na família, no trânsito. Só se submeta a Deus e resista, e o diabo vai fugir de você, porque ele tá vendo em quem você tá. Ele sabe que com quem você tá ele não pode.

Porque Cristo venceu. Porque a morte foi derrotada. Por isso ele vai fugir. O Senhor te colocou ali justamente pra ele fugir, porque você é parte do corpo do Cristo que venceu.

Cante aleluia. Celebre. Glorifique o nome dEle.

Vamos orar ao Senhor.

Pai, nós queremos ser santos. Nós queremos ser irrepreensíveis. Nós queremos ser como Cristo e poder dizer que o mal nada tem em nós. E nós tentamos… e não conseguimos. Nós esforçamos a nossa moralidade e adotamos os nossos princípios éticos mais elevados, e eles não passaram de trapos de imundícia diante da Tua justiça, Senhor.

Senhor, todas as vezes que nós enfrentamos o mal, o mal nos venceu. Por isso, Senhor, nós não pedimos força para enfrentar o mal novamente. Nós, aqui, humildemente estamos chorando, arrependidos pela nossa maldade.

Nós, agora, humildemente, nós reconhecemos:

“Senhor, o mal nos venceu porque nós somos parte do mal. Nós somos maus. Nosso coração se deixou levar por mentiras, por enganos, por corrupções. Nosso coração também deseja aquilo que é desse mundo. Senhor, não há jeito para nós.”

Por isso, Senhor, nós aqui hoje declaramos que nós não vivemos mais em nós mesmos. Nós agora viveremos em Cristo. Nós estamos agora nos escondendo debaixo das Tuas mãos. Nós estamos agora aceitando os Teus méritos, Senhor.

Nós aqui agora estamos, sem nenhuma vergonha, dizendo: realmente, nós não temos condição. Mas nós fazemos parte de um Cristo que é onipotente, santo e poderoso, e que já venceu o mal.

Senhor, que durante essa semana, e por toda a eternidade, o nosso testemunho seja de resistir. Não com orgulho moral de quem é melhor do que ninguém, mas com a convicção humilde e agraciada de quem sabe que, mesmo não sendo bom, foi recebido como um filho, foi feito um contigo. E o mal já não tem poder sobre nós. E o mal foge de nós. Não pela nossa força, mas porque quando olha pra nós, vê o Cristo que pode todas as coisas.

Senhor, vencemos o mal em Ti porque o Senhor venceu o mal.

Nós Te pedimos: deixa isso bem firme na nossa mente. Que o Teu Espírito Santo nos lembre, durante toda essa semana e por toda a eternidade, que nós não precisamos lutar. Só precisamos nos posicionar em Cristo. Só precisamos aceitar a vitória de Cristo. Só precisamos aceitar que Cristo é suficiente na luta contra o mal.

Senhor, dá-nos essa postura humilde. Humilha-nos debaixo da poderosa mão de Deus, e cremos: Deus nos exaltará.

Nós oramos pedindo que o Espírito Santo relembre todas essas coisas durante toda essa semana e por toda a eternidade. Que o Espírito Santo nos mantenha firmes, nos faça resistir, que sejamos um contigo, que resistamos, Senhor, para a glória do Teu nome.

Nós oramos pedindo que o Senhor nos abençoe, que o Senhor nos leve em casa, que o Senhor nos mostre ao que devemos resistir, que o Senhor nos mostre ao que devemos nos submeter, que o Senhor nos mostre o que deve fugir de nós.

Que isso fique claro, Senhor. E que o Teu Espírito nos mostre essas coisas e nos faça permanecer nessa verdade.

Nós oramos já Te agradecendo por tudo que o Senhor fará. Nós oramos Te glorificando, entregando a Ti as nossas vidas, o nosso culto, em nome, pra glória de Jesus. E em Teu nome, Senhor, nós dizemos:

Que o amor de Deus, do nosso eterno Pai, que a graça maravilhosa do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e que a doce, santa, eterna comunhão, consoladora do Espírito Santo de Deus repouse sobre todos nós, sobre todo o povo de Deus, e nos faça resistir e permanecer debaixo das Suas mãos para todo sempre.

Em nome de Jesus e para a glória de Jesus, que o Senhor te abençoe e te dê uma ótima semana.